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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Você Realmente Precisa de Um Professor de Música?

(Foto - Justin Sandercoe, um dos professores online de guitarra/violão mais famosos do mundo criador do site JustinGuitar.com que ensina milhares de estudantes online de graça.)



Se você quer realmente aprender música bem, você conseguirá fazer isso bem mais rápido com um bom professor. Imagine um aluno da 8ª série que diz que não precisa ir mais para pra escola, porque acha que já aprendeu tudo o que ele precisa de saber na vida. Isso soa ridículo, né? Bem, isso é ridículo, mas esta é a mesma atitude que muitos guitarristas têm sobre a música. Antes de eu ir mais além, permita-me te esclarecer que se a tua meta é tocar algumas canções simples em uma rodinha de violão, a necessidade de um professor realmente não existe. Para aqueles que querem alcançar um nível mais alto do qual estão agora, na arte de tocar guitarra (ou qualquer outro instrumento), este artigo é para você.

Alguns de nós podemos pensar em alguns bons guitarristas que nunca tiveram uma aula formal de música na vida, e mesmo assim, eles parecem ter conseguido até bem por conta própria. Muitas pessoas olham para um guitarrista, e pensam: "Se aquela pessoa pode ter sucesso aprendendo sozinha, por que eu não posso?"; É uma pergunta válida, e é claro que você pode aprender algumas coisas por conta própria, mesmo sem um professor de guitarra. Mas por que correr o risco de aprender por conta própria quando normalmente não funciona, e quando você achar um professor de guitarra que pode fazer as coisas funcionarem? A maioria das pessoas que escolhem não aprender com um professor ou:
  1. Têm problemas financeiros significantes (tornando impossível pagar pelas aulas).
  2. Não têm interesse suficiente no seu progresso musical para investir tempo e dinheiro nele.
  3. Simplesmente, não entendem o quanto que um bom professor pode ajudar um estudante, e em mais áreas do que uma pessoa por conta própria poderia entender

A maioria das pessoas que não tiveram aula se encaixam na última categoria. E é para estas pessoas que este artigo foi escrito. Vamos ir direto para o óbvio. Sem um bom professor de guitarra, você pode perder horas, dias, semanas, meses e até mesmo anos tentando aprender coisas com resultados limitados, quando um professor poderia mostrar-las em alguns minutos. O teu progresso vai avançar muito mais rapidamente (e corretamente) com um professor do que sem um.

Vamos pensar em outros tipos de pessoas (não músicos), que tentam arduamente fazer um extenso progresso na sua área de interesse. Até mesmo os maiores atletas do mundo ainda têm a NECESSIDADE de treinadores para que sejam capazes de fazer o seu melhor para progredir. Eu sei que alguns de vocês estão pensando: "Hei, isso é música, não as Olimpíadas ou algum outro tipo de competição!" Claro que, a música não deve ser uma competição de uns contra outros, mas É uma competição (pelo menos para você) se você quer melhorar as suas habilidades e alcançar o seu verdadeiro potencial.  Se você quer alcançar suas próprias metas, e essas metas estão num nível mais alto do que o nível que você está agora, isso é uma competição, um desafio, uma jornada, ou qualquer coisa que você queira chamar. Pense nisso, o treinador principal de uma equipe de futebol profissional não é atleta (na maioria dos casos) os jogadores é que são, mas ainda, os treinadores são capazes de ensinar e treinar os atletas a serem o melhor que eles possam ser.

Pense nas Olimpíadas e nos técnicos de ginástica que ensinam e treinam os atletas. Esses treinadores não podem fazer (com o seu corpo) metade das coisas que os ginastas podem fazer com os seus, mas mesmo assim eles têm grande êxito no treino de atletas para competir nos Jogos Olímpicos. Pode-se ver claramente, que os atletas dependem muito dos técnicos e dos seus treinos. Você pode estar pensando agora que a minha analogia de atletas e treinadores não é aplicável aos estudantes de música e professores. Os professores de música são exatamente como professores convencionais. Eles passam informações sobre, conhecimento de teoria musical, habilidades de ouvido, composição, improviso, acordes, escalas, elementos musicais, etc. É verdade que você pode encontrar algumas dessas informação na internet, mas você também vai encontrar muita informação errada e incompleta! Mas e a performance de treino, éticas de treino, técnicas físicas, independência de dedos, economia de movimentos e controle de tensão? Todas estas coisas são quase impossíveis de aprender por conta própria ou pela internet. Um treinador/mentor/professor pode te ajudar não só a aprender essas técnicas, mas a dominá-las também.

Muitos guitarristas autodidatas, simplesmente NÃO SABEM o que ELES DEVERIAM estar aprendendo. Alguns têm metas bem definidas, isso é ótimo, mas frequentemente os guitarristas não entendem as melhores estratégias para alcançar estas metas. Pode ser frustrante praticar à toa e nunca verdadeiramente alcançar essas metas, ou se estas são alcançadas, pode ter levado 10 vezes mais tempo do que deveria ter levado. Os professores de guitarra bons, detectam as fraquezas que precisam ser melhoradas e os maus hábitos que devem ser corrigidos. Muitos guitarristas podem estar totalmente inconscientes destes hábitos e como eles os afetam de forma negativa. Mais importante, é o fato que eles não os sabem corrigir-los! É exatamente isto, que os treinadores fazem pelos seus atletas, e é por isso que estas pessoas (os treinadores e mentores) são tão valiosas para o esporte, e razão pela qual são elas ganham um salário bem gordo.

Além dos benefícios musicais óbvios que se obtém tendo aulas com um professor (como aprender técnicas, teoria, músicas, etc.), ainda há os benefícios não-musicais. Muitos destes benefícios não musicais valem ouro! Quando eu era estudante de música e pegava aulas de guitarra e de composição musical, haviam tempos que eu não conseguia praticar os conhecimentos das lições atuais o tanto quanto eu precisava para avançar para a próxima lição. Mas eu sabia que tinha de encarar o meu professor na próxima aula, e isto me dava mais incentivo para treinar mais duro e por mais tempo para dominar a lição anterior. Até mesmo se eu achasse que não estava aprendendo tanto quanto eu gostaria de aprender com um professor de guitarra específico, a pressão subliminal de ter que praticar cada lição valia o custo das lições porque me fez ser um guitarrista melhor, e forçou-me a fortalecer o meu trabalho moral. Se eu não tivesse tido um professor durante estes tempos, eu não teria alcançado o nível que alcancei, à taxa que eu consegui.

Quando o Mike Walsh e eu éramos estudantes, ele estava tendo aulas de guitarra com um cara de jazz na faculdade de Chicago e ele me disse: "eu não preciso deste sujeito, eu com certeza poderia aprender todas as coisas que ele me faz treinar por conta própria." Mas nós dois sabíamos que apesar de que o Mike poderia fazer estas coisas por si mesmo, ele provavelmente, não ia gastar tanto tempo nisto (porque ele tinha outras coisas musicais para fazer). Por causa das lições, ele teve que estudar estas coisas e isto o forçou a dominá-las mais cedo, ao invés de mais tarde.

Os professores de guitarra podem te dar muitas oportunidades boas, que você não pode obter tão facilmente por conta própria. Os professores de guitarra experientes têm mais conexões, porque eles já estão no negócio da música (uns mais que outros) e isso pode fazer uma grande diferença na tua vida musical, se queres uma carreira musical próspera como guitarrista, professor de guitarra, compositor, músico de estúdio, etc. ou só por diversão. Eu tive dois professores em particular, com quem eu estabeleci uma relação muito boa com o passar do tempo, e isto foi bom para mim na minha carreira musical. Eu não sei como consigo te explicar aqui, o quanto eu devo o meu sucesso a eles! Muito do que eu tenho agora não teria sido tão facilmente alcançável, seu eu não tivesse tido lições com eles por muito tempo, e com eles ter desenvolvido uma relação muito boa.

Depois de me tornar professor de guitarra e de entrar na indústria da música, eu pude dar muitas oportunidades aos meus estudantes, muitos dos quais são agora profissionais ou pelo menos semi-profissionais. Em muitos casos eu pude ajudar-lhes a conseguir o primeiro trabalho como professor deles, trabalhos de gravação, estágios empresariais de música, registros, distribuir e vender seus próprios CDs, a conseguirem melhores concertos, etc. Alguns dos outros professores de guitarra que eu pessoalmente conheço também fizeram coisas semelhantes por alguns dos seus estudantes.

Você realmente precisa de um professor de música? Bem, eu vou só adicionar isto, houve um período de tempo nos anos noventa em que eu não tinha um professor (durante aproximadamente 18 meses), e eu posso te dizer que eu estava à deriva e sem direção, não adquirindo os mesmos resultados que eu obtinha quando tinha um professor. Então, eu fui para a faculdade para estudar música, e isto mudou minha vida musical (e pessoal) para sempre! Para mim tudo valeu a pena para chegar onde eu queria estar musicalmente.

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Escrito por Tom Hess
Traduzido de: http://www.tomhess.net/Articles/DoYouReallyNeedATeacher.aspx
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sábado, 6 de novembro de 2010

Frustração Musical



Você está frustrado musicalmente? Você não é o músico que queria ser? Ou não é tão bom como poderia ou deveria ser? Você olha com inveja outros músicos que estão fazendo o que você gostaria de estar fazendo? Será que alcançar os teus objetivos musicais parece uma coisa fora do teu alcance?

Acho que, de tempo
s em tempos, praticamente todo mundo já pensou assim alguma vez. Felizmente, você não está sozinho, e tem coisas que você pode fazer para combater a negatividade da frustração. Muitos dos grandes mestres da música, às vezes, ficaram frustrados com as suas habilidades musicais. Eu providenciei 4 exemplos de compositores clássicos famosos assim:
1. Ludwig Von Beethoven (1770-1827) trabalhou durante longos períodos de tempo nas suas composições para completar elas. Ele reviu as suas peças várias e várias vezes aperfeiçoando e duvidando das suas composições originais. Isto era quase inédito na época de Beethoven. Muitos de vocês já devem saber que, mais tarde, na sua vida, Beethoven foi ficando, gradualmente, surdo. Devido a isso, Beethoven deixou de atuar como pianista em 1814 (13 anos antes de sua morte).
2. Johannes Brahms (1833-1897) ficou tão frustrado com suas habilidades de composições que passou 21 anos pra compor sua primeira sinfonia! Ele sentiu como se nunca pudesse compor uma sinfonia como as de Beethoven. Brahms continuava a recomeçá-la, revê-la, abandoná-la, refazê-la, etc.
3. Gustav Mahler (1860-1911), mestre de sinfonias, revia as suas sinfonias e outras obras após ter duvidado do que tinha composto originalmente. Mahler continuou a rever as suas obras até à morte. Deve ter sido frustrante continuar revendo peças que já haviam sido publicadas.
4. Jean Sibelius (1865-1957) deixou de compor durante cerca de 30 anos porque achava que se tinha esgotado de novas idéias musicais. No auge de sua popularidade, ele duvidou da sua capacidade de compor algo bom. Ele trabalhou em músicas novas durante 30 anos, ou mais, esboçando as suas idéias durante o dia e as descartando todo dia. Isto é uma frustração muito séria!
Beethoven começou a compor novamente em 1817 (depois de 3 anos de surdês). Muitas das suas composições mais importantes surgem a partir deste último período da sua vida. Beethoven, quando começou a trabalhar outra vez, abriu novos caminhos e fez coisas nunca antes feitas na música. Se ele tivesse continuado a deixar que as frustrações da sua surdez o paralisassem musicalmente, não seria tão conceituado como é hoje.
Após o período de 21 anos para compor a sua primeira sinfonia, Brahms sentiu-se aliviado. A sombra de Beethoven foi elevada o suficiente para permitir que Brahms avançasse. Ele, finalmente, encontrou uma maneira de seguir em frente e de lidar com as suas frustrações. Ele completou a sua sinfonia seguinte em menos de um ano.
A frustração pode te ajudar ou te ferir, dependendo de como você lida com isso. Como você pode ver, Beethoven e Brahms acabaram encontrando formas positivas de lidar com as suas frustrações e superar elas. Infelizmente, Sibelius não. Ele é, talvez, o exemplo mais extremo de uma pessoa que deixa a frustração a destruir musicalmente. Infelizmente, ele morreu sem que nos últimos 30 anos da sua vida terminasse uma composição significativa!
Quando eu era adolescente, eu e alguns amigos meus (todos guitarristas), fomos ver o Yngwie Malmsteen tocar em Chicago. Após o show acabar, alguns dos meus amigos comentaram sobre como se sentiram deprimidos depois de ver o Yngwie tocar e disseram que queriam desistir completamente de tocar guitarra. Éramos todos jovens e sabíamos que o Yngwie era um músico muito melhor do que nós. A principal diferença entre a reação deles e a minha foi que eles deixaram a sua admiração pelo Yngwie frustrá-los ao ponto de pensarem não haver esperança nos seus esforços para se tornarem melhores guitarristas. Muitos dos meus amigos pararam de tocar guitarra por vários dias; um deles realmente desistiu completamente.
A minha reacção ao evento foi muito diferente. Eu usei a minha admiração pelo Yngwie como uma força positiva, maciça e inspiradora. Fiquei tão inspirado que fui direto para casa e treinei durante a noite inteira até que não conseguia mais manter os olhos abertos.
O objetivo aqui não é tentar evitar a frustração, mas usá-la para o seu proveito. Eu virei sempre a minha frustração musical para uma maior fonte de motivação. Eu estava sempre à procura de outros músicos que fossem melhores que eu para uma jam. Claro que era fácil de encontrá-los quando eu era novato; tornou-se cada vez mais difícil ao longo dos anos que se seguiram. Eu recebi muitas coisas dessas experiências.
Num artigo anterior, eu escrevi sobre perseverança, escrevi sobre a importância de acreditar em si mesmo e de não desistir. Eu não quero ser muito redundante aqui, mas vale a pena mencionar brevemente alguns pontos outra vez.
Várias e várias vezes os guitarristas não chegam às suas potencialidades porque sentem que não podem se equiparar com os outros ou às suas expectativas. Porquê comparar-se com os outros? Será que é mesmo importante se você é ou não tão bom quanto outra pessoa? Claro que não. A música não deve ser vista como um esporte competitivo. É e deve ser uma arte. Tudo o que realmente importa é o quão bem você é capaz de se expressar. Assim, a questão só deve ser esta: atualmente, você têm as habilidades para se expressar plenamente através da música?
Por mais que eu nunca tenha gostado ou respeitado o cantor /guitarrista / compositor / do Nirvana, Kurt Cobain, devo admitir que ele era capaz de se expressar muito bem. Apesar do fato de que as habilidades musicais de Kurt eram primitivas e muito limitadas, pode-se ouvir a sua personalidade fluir através da sua música. Não importa que ele não fosse um bom guitarrista. Não importa que o seu conhecimento de teoria musical fosse, provavelmente, perto de zero. Também não importa que ele tocasse desafinado e que tivesse uma técnica de guitarra absolutamente desleixada. Felizmente, para aquilo que ele queria expressar, ele não precisava de ter nenhuma das competências que a maioria dos músicos considera boas e necessárias. Se o Kurt quisesse expressar algo mais significativo ou complexo, iria ficar extremamente frustrado por não ter mais habilidades musicais do que aquelas que podem ser ouvidas na sua música. Então, no final, tudo funcionou bem para ele e o meu palpite é que ele, provavelmente, não estava muito frustrado consigo musicalmente, porque ele não estava tentando ser melhor guitarrista, compositor ou cantor do que ninguém. Ele não fez esses tipos de comparações entre ele e o resto do mundo da música.
Esta é, na minha opinião, a única coisa importante que todos nós podemos seguir. Claro que a abordagem do Kurt Cobain de não se preocupar com essas comparações não é uma idéia nova; muitos outros antes e depois dele também fizeram isso. Ele é usado aqui como um exemplo porque quase toda mundo do nosso tempo o conhece.
Na minha vida, e no início, o pensamento de desistir de tocar guitarra me passou pela cabeça (apesar de que nunca a sério). Quando era adolescente, eu também ficava frustrado quando pensava que nunca poderia me tornar um guitarrista virtuoso (como Yngwie ou Jason Becker) e que nunca poderia me tornar um mestre compositor (como Chopin ou Bach). Quando eu parei de tentar competir com todo mundo, e defini novas metas de auto-expressão, tudo mudou. Eu parei de fazer comparações com outros guitarristas, compositores e letristas porque, no meu novo objetivo, essas comparações de pouco ou nada serviam para a minha nova missão de simplesmente me expressar plenamente através da música. Eu me senti liberto do fardo de ter que competir com o resto do mundo. Começando no início dos anos 90, o meu foco era o de apenas ganhar mais habilidades, ferramentas, etc. que eu precisaria para expressar o que tinha dentro de mim.
No meu caso, o que quero expressar exige um alto grau de virtuosismo na guitarra e composição, complexidade musical, integridade, etc. Porque eu preciso dessas habilidades, a minha viagem para chegar a um nível mais elevado de musicalidade necessitou muito mais tempo, esforço e estudo do que para alguém como Kurt Cobain, que tinha necessidades muito diferentes das minhas para se expressar.
A maioria dos músicos que irão ler isto terão muito mais ambições musicais do que o Kurt Cobain. Da mesma forma, você também vai se sentir frustrado quando se vir limitado pelas tuas habilidades. A chave é usar isso como uma força positiva para a sua motivação e inspiração. Mestres de todos os tipos de arte passaram pelo que você está passando. Hoje, você está em qualquer nível de habilidade. Através da tua frustração e motivação, você acabará alcançando os seus objetivos atuais. Ao alcançar estes objetivos, provavelmente você ainda se sentirá frustrado porque o teu desejo de melhorar ainda mais te fará estabelecer novas metas para você mesmo. E, assim, o ciclo continua de novo e de novo... Mas você está sempre progredindo e melhorando de novo e de novo. 

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Escrito por Tom Hess 
Retirado de: http://www.tomhess.net/Articles/MusicalFrustration.aspx
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tocando Ao Vivo: O Que Fazer Com As Pequenas Vozes Na Sua Cabeça


(Foto - Tim Foreman, baixista da banda Switchfoot)

Não importa se você toca para dezenas de milhares de pessoas na sua turnê mundial, ou para 20 pessoas em um churrasco no fundo do quintal, a maior parte das ansiedades mentais que os músicos experimentam enquanto estão tocando ao vivo são iguais. Em quase todos os casos a voz negativa da sua cabeça está centrada no medo (medo da rejeição, dúvidas sobre si mesmo, etc.). Todos nós experimentamos algum nível de medo e nervosismo quando estamos tocando ao vivo em uma hora ou outra. Você já deve ter sentido medo de falhar, medo de errar, medo do que a audiência pode pensar de você, da sua música ou da sua banda. Você já se perguntou perguntas do tipo:

E se eu errar?”
Eu sou bom o suficiente para tocar em um palco?
E se o público não gostar da banda, da música, ou de mim?
Será que essa apresentação vai ser um desastre?

Vou te dizer algumas coisas para você pensar antes da sua próxima apresentação (elas definitivamente funcionam se você usar elas, principalmente se você conseguir juntar todas elas nos seus pensamentos).
  1. Não ponha uma pressão desnecessária para você tocar ao nível mais alto. A hora de experimentar pressão é enquanto você está praticando em casa, ou nos ensaios com a sua banda. A apresentação não é a hora para colocar estresse/pressão adicional em si mesmo. Sim, você precisa se concentrar no que você está fazendo, mas se divertir. Se você não se permitir se divertir em uma apresentação, quando será que você vai se permitir para aproveitar a música de verdade?
  2. Como um músico profissional, a pressão para se apresentar em um alto nível é ainda mais alta agora do que antes. Eu me apresento melhor me focando em me divertir e em viver meu sonho do que me preocupando com cometer erros. Eu olho desse modo: Se eu toquei 30.000 notas perfeitamente e toquei 3 notas imperfeitamente, eu toquei 99,99% das notas corretamente. Seria sem sentido para mim me preocupar com o 0,01% de erros enquanto eu estou no palco. Se eu preciso praticar alguma coisa depois só pra ter certeza que eu não cometerei os mesmos erros na próxima apresentação, então eu farei isso amanhã, enquanto eu estou praticando, não no palco.  
Você provavelmente toca algumas centenas de notas em uma apresentação também (talvez bem mais). Claro que a maioria de nós luta pela perfeição, mas não acabe com sigo mesmo por alguns erros. Seja feliz e se dê um pouco de crédito por tocar 97%, 98%, 99%, ou 99.999999% das notas corretamente. Não deixe que seu desejo de ser perfeito te deixe aleijado quando a verdade é que nenhum de nós consegue ser perfeito o tempo todo. Se você está fazendo uma prova em uma grande universidade e responder 99% das questões corretamente, você ficaria muito feliz com sigo mesmo, não é?! Parabéns, você ganhou um “A”! Seja feliz com isso quando você está no palco. Você pode voltar pra casa depois e praticar o 1% depois.
  1. Se lembre disso, quando você está tocando (para 20 pessoas ou para 20,000): Todo mundo na audiência te inveja. Quase todo mundo lá em baixo queria que fossem eles que estivessem lá em cima no palco, com todo o talento que você tem. Mesmo se eles não gostam da sua música, eles ao menos invejam sua posição no palco. Então da próxima vês que você estiver no palco e se sentir nervoso, se lembre que as pessoas na platéia estão “na platéia”, e só você (e seus colegas músicos) são aqueles que estão “no palco”... Vivendo o sonho naquele momento. Lembre-se de quando você começou a tocar. Você se lembrou de ficar pensando o quão legal devia ser estar lá no palco lá em cima tocando para pessoas que vieram para te ver e te ouvir? Se lembre o quanto você desejou isso quando você começou. Quando você entra no palco, se lembre do quão longe você chegou como músico. Agora você pode fazer algo que você sempre quis estar fazendo. O tamanho dos concertos que você toca não são realmente importantes. O que É importante é o que você já alcançou. Você que está tocando no palco, a maioria das pessoas apenas sonham com isso, mas agora você vai fazer isso de verdade! Se sinta bem com isso, não arruíne com a animação e o prazer dessa experiência pelo medo de cometer um errinho ou dois.
  2. No final, é tudo sobre a música. Não é sobre mim ou sobre você, na verdade. Como músicos, nós somos os verdadeiros instrumentos pelos quais a música flui. Os instrumentos que nós tocamos são meras extensões de nossos seres. Quando você toca para os outros, você é um “doador”. Quando foi a última vez que você se sentiu nervoso ou com medo por fazer algo legal por outra pessoa? Se você segurar a porta aberta para uma senhorinha você vai ser sentir com medo ou nervoso? Quando você doa dinheiro para a caridade, você experimenta medo ou dúvidas sobre isso? Quando você doa seu tempo para alguém que precisa de ajuda, você se sente nervoso fazendo isso? Tocar música não deveria ser diferente. Não pense como se você fosse um competidor olímpico que precisa se apresentar com perfeição para ganhar uma medalha de ouro. Não pense que você desapontou a humanidade inteira se você cometer um erro, ou se a platéia não gostar do seu concerto. Se você pensar na sua performance como “doar aos outros” você não vai se sentir nervoso ou com medo, e o nervosismo no palco vai se derreter. Quando você toca, você adiciona valor à experiência das pessoas quando elas te escutam. Alguns podem gostar disso, e alguns não. É a escolha das pessoas, ou preferência. Mesmo se você tocar perfeitamente, não é todo mundo que vai amar o que você está fazendo. Isso vem com o território. Mas você vai ter dado um pouco de si mesmo do mesmo jeito. Você veio para compartilhar o que você faz com a audiência. Se sinta bem com isso por que quando você se sente bem, as chances de cometer erros na apresentação diminuem.
Se você não entendeu nada desse artigo, ao menos se lembre disso: O melhor antídoto para o nervosismo no palco é mudar o objetivo da sua mente de  “impressionar os outros” para “doar para os outros.

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Escrito por Tom Hess 
http://www.tomhess.net/Articles/PlayingLiveWhatToDoWithTheLittleVoicesInYourHead.aspx
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